À'ventura
 
 

À'ventura no País Profundo

As corridas de aventura baseiam-se no trinómio Desporto - Natureza - Aventura e é da conjugação destes três ingredientes, em diferentes doses, que vamos encontrar as várias propostas que hoje em dia um pouco por todo o lado vão surgindo sob a designação internacional de "Adventure Racing".

Entre nós, é o Portugal Eco Aventura quem melhor interpreta este trinómio e propõe aos atletas um circuito organizado de provas e um sistema de classificação comum que permite a atribuição de títulos.

Apesar do reconhecido grau de exigência deste desporto, o regulamento de competições é suficientemente generoso e permite a co-existência pacífica em prova de equipas “prós” e de equipas de iniciados, numa fórmula única no mundo. De facto, este modelo de competição decorre de uma abordagem inovadora que foi introduzida há duas temporadas no PEA e que começa agora a despertar o interesse internacional. É um sistema de classificação que permite que qualquer equipa possa continuar em prova dimensionando o percurso às suas capacidades técnicas e físicas, sendo a grande barreira que todos têm de enfrentar o implacável cronómetro que lhes vai dizendo passo a passo quanto tempo lhes resta para cumprir os objectivos traçados para cada etapa . E na meta, é o tudo ou nada para terminar antes do apito final!É que se assim não for, a penalidade é máxima e todos os CP’s amealhados na etapa esfumam-se... Esta pressão permanente e o apuro da tomada de decisão sobre a informação do mapa levam a que a própria essência da aventura fique sublimada e que as emoções fiquem à flor da pele durante toda a prova.

Foi neste ambiente de frenética competição que decorreram as provas que varreram o país de lés a lés. Vimioso e Chaves, a Norte, foram os grandes palcos da aventura; Covilhã, Manteigas, Penela, Óbidos, Caldas da Rainha e Rio Maior albergaram três grandes provas no Centro e, por fim, o Algarve, de Castro Marim a Vila do Bispo com todo o interior serrano a acolher os intrépidos aventureiros nacionais. Foram 82 equipas distintas a competir no PEA na época passada, num total de 520 atletas diferentes, dos quais 50 estrangeiros, sobretudo espanhóis. Nas seis provas da época transacta foram percorridos mais de 1000 kms e subiu-se o equivalente a duas vezes o Monte Evereste; imprimiram-se mais de 3000 mapas que descreveram percursos em mais de 27 concelhos distintos do Sul ao Norte de Portugal. O território foi percorrido a pé, de bicicleta de montanha, de canoa, em escalada, a nado, surfando as ondas e sobretudo com um elevado espírito de entreajuda entre as equipas e sempre respeitando a Natureza e a propriedade.

Em termos de acompanhamento pelos media, esta foi a época melhor documentada e mais divulgada de sempre, sobretudo na imprensa escrita.Com mais de 100 artigos e notícias publicados por mais de 20 suportes media diferentes em Portugal, Espanha, Brasil e Reino Unido, a provar o interesse que este original desporto desperta também nos nossos parceiros internacionais. Por isso, se até agora se podia dizer que a Aventura tinha um lugar discreto e exótico nos media, a partir de 2003 esse lugar passou a ser mais vincado e a possuir um público próprio e bem identificado. Esta maior exposição trouxe para as corridas de aventura novos participantes e novas equipas que animaram o campeonato e permitiram trazer "sangue novo" à competição.

A consistência do campeonato ficou bem vincada pela luta cerrada pelas posições cimeiras com várias equipas a lutar até ao fim pela honra de um lugar de destaque no Portugal Eco Aventura (PEA). Outro aspecto positivo foi o aumento significativo do numero médio de equipas presentes em cada competição que passou das 32 na época passada para as 40 nesta época, ou seja, um crescimento de 20%. A par deste crescimento verificou-se também uma melhoria substancial nas prestações das equipas com a generalidade dos atletas a evidenciar preocupação em melhorar as suas competências técnicas e a sua condição física. A época finda permitiu assim verificar o surgimento de novas formações com elevado potencial mas no ar paira também o regresso de equipas com pergaminhos nas corridas de aventura.

Em Setembro, a época desportiva das Corridas de Aventura começa a despontar e já com um agradável gostinho de sucesso.O circuito, desenvolvido em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação, contará em 2003/04 novamente com 5 provas distribuídas ao longo de Portugal Em jogo estará a Taça de Portugal de Corridas de Aventura.Na calha, muitos outros projectos, alguns deles internacionais, que certamente irão interessar aos nossos corredores de aventura.

Para já, venha de lá esse Xurés que por aqui já se suspira pela grande AVENTURA que é o PEA!!!

Boas Aventuras,
Alexandre Guedes da Silva
Coordenador do Portugal Eco Aventura

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